Um trabalho magnífico na telinha nem sempre significa glamour e sossego na vida real... principalmente quando tratamos de vilões. Em “Quem Ama Cuida”, diversos personagens exalam mau-caratismo e expressam suas maldades constantemente, não é mesmo? Pois bem... e quando o público reage nas ruas? O termômetro da revolta da galera está nas alturas, e uma situação complicada aconteceu com um dos atores da obra!
Allan Souza Lima, que interpreta o controverso Tom, personagem que mantém Elenice (Mariana Sena) presa a um relacionamento abusivo e marcado por controle e violência doméstica, deu detalhes da situação em entrevista recente ao “O Fuxico”. O corte da conversa viralizou no TikTok. “Eu quase apanhei em São Paulo”, disparou ele. “As pessoas não entendem muito, não. As pessoas estão com bastante raiva. Por um lado, isso é ótimo”, completou.
Na trama, Tom se coloca como provedor da casa, vive de bicos na construção civil e tenta impedir que Elenice trabalhe, exercendo controle sobre a companheira. A relação dos dois é um dos núcleos da novela voltados à discussão sobre violência doméstica e relações abusivas.
O ator deixou claro que tenta trazer camadas não óbvias para compor a personalidade de Tom, um homem manipulador e perigoso. Para Allan, construir o personagem apenas como um vilão caricato seria o caminho mais fácil e justamente por isso ele prefere deixar algumas dúvidas no ar.
“A gente vai transitando... eu sempre tento achar o lado cômico, a ‘brincadeira’ do personagem. Acho que é muito fácil cair num lugar que seria muito habitual. Ele é assim? Eu sempre fico na dúvida. Levar a dúvida para a cena é a melhor coisa. ‘Será?’ Fica essa interrogação para o público”, explicou.
“É muito delicado. Esse ano, eu lancei uma campanha falando sobre enfrentamento e prevenção do tráfico humano junto com o abuso infantil. O tráfico começa também na violência doméstica. Tem um ponto comum que é a vulnerabilidade. O ponto para tudo acontecer”, afirmou.
Em 2025, o ator participou da campanha “Vozes pela Liberdade”, iniciativa voltada ao combate ao tráfico de pessoas, à exploração e ao abuso sexual infantil. Durante uma passagem pela Ilha do Marajó, no Pará, ele compartilhou registros da experiência e falou sobre o impacto de conhecer de perto a realidade da região.
Allan também passou a ser identificado publicamente como um dos ativistas ligados ao movimento “Vozes pela Liberdade”, que atua no enfrentamento ao tráfico humano. Durante a COP30, em Belém, o ator chegou a participar de mobilizações relacionadas à denúncia de violações de direitos humanos e à necessidade de ampliar o debate sobre vulnerabilidade social, exploração e tráfico de pessoas.